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Mensagem

'Não apoio o PT', diz candidato do PSB ao governo paulista, após legenda se aliar a Haddad

Mensagem será transmitida no horário eleitoral de Márcio França a partir desta quinta-feira (17), e visa a contrapor estratégia de João Doria (PSDB) de associá-lo ao petismo.

18/10/2018 12h12
Por: Redação
Fonte: G1

O candidato do PSB  ao governo de São Paulo, Márcio França, vai dizer no horário eleitoral que "não apoia o PT". A ação faz parte de uma ofensiva desenhada por sua campanha contra peças na televisão e no rádio feitas pelo adversário, João Doria (PSDB), que tentam colá-lo no candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad.

"Muita gente tem me perguntado, e eu quero deixar bem claro: eu não apoio o PT. Batalhei muito para que o meu partido ficasse neutro aqui em São Paulo nesta eleição. E essa vai ser minha posição até o final", afirma França, numa inserção de 30 segundos na televisão que começa a ser veiculada na quinta-feira (18). Ao lado do rosto dele, em primeiro plano enquanto conversa com a câmera, aparece a frase "não apoio o PT", que fica no ar por 15 segundos.

 
Márcio França, candidato do PSB ao Governo de SP, durante debate no estúdio da Globo em São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1Márcio França, candidato do PSB ao Governo de SP, durante debate no estúdio da Globo em São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1

Márcio França, candidato do PSB ao Governo de SP, durante debate no estúdio da Globo em São Paulo — Foto: Celso Tavares/G1

O candidato do PSB referia-se a articulações do seu partido para apoiar o PT já no primeiro turno. França tentou, inicialmente, que a legenda apoiasse Geraldo Alckmin (PSDB), a quem sucedeu no governo estadual. Não conseguiu. Trabalhou, então, pela neutralidade do PSB, que flertou ainda com Ciro Gomes (PDT).

O partido acabou neutro no primeiro turno, depois que o PT retirou a candidatura da vereadora Marília Arraes ao governo de Pernambuco para apoiar o candidato pessebista, Paulo Câmara. Agora, no segundo turno, o PSB declarou apoio a Fernando Haddad, mas liberou França e Rodrigo Rollemberg, candidato ao governo do Distrito Federal, para ficarem neutros.

De olho no fortalecimento da direita e do antipetismo em São Paulo, Doria busca colar o adversário no campo da esquerda, chamando-o até de "Márcio Cuba". O candidato tucano também foi atrás do apoio de Jair Bolsonaro (PSL), que obteve em São Paulo 53% dos votos (desempenho bem superior ao do seu correligionário, Geraldo Alckmin, que teve apenas 9%). Depois de não ser recebido pelo candidato do PSL, conseguiu dele uma rápida declaração desejando boa sorte na disputa – a imagem passou a ser exibida por Doria na televisão.

A estratégia da campanha tucana de criticar a esquerda e relacioná-la a França tem sido eficaz, avaliam aliados do candidato do PSB – daí a necessidade de reação. Nos filmes, ele vai tentar se colocar como um nome contra a polarização. "Chega dessa briga PT e PSDB. Vamos todos juntos, com união e coragem, mudar São Paulo", declara nas inserções.

França aproveita, ainda, para se apresentar aos eleitores paulistas, já que as pesquisas mostram que ele não é conhecido por cerca de 20% deles. "Sou o novo governador de São Paulo. O governador de todos os paulistas. Governo para todos. Sou independente."

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